Pepsico terceiriza RH com a Hewitt

6 de fevereiro de 2007 às 17h49

A Hewitt Associates, empresa global prestadora de serviços de recursos humanos, será a fornecedora de serviços de Outsourcing de Recursos Humanos (Human Resources Outsourcing – HRO) para a Pepsico do Brasil, detentora das marcas Pepsi, Elma Chips, Quaker, Coqueiro, Toddy, Toddynho, Gatorade e H2OH!

Sob um contrato de longa duração, cujos termos financeiros não foram revelados, a Hewitt fornecerá serviços de RH, incluindo a administração de pessoal, benefícios, folha de pagamento e suporte de centro de atendimento para aproximadamente 7.500 funcionários da Pepsico, localizados em mais de 90 cidades em todo Brasil.

Esse acordo marca uma expansão dos serviços da Hewitt com a Pepsico Internacional já que a Hewitt vem fornecendo serviços de HRO para mais de 60.000 funcionários da Pepsico nos Estados Unidos e Canadá desde 2005.

Terceirização de ERP é opção
Roberta Gonçalves 20/10/2006

A falta de integração entre os sistemas e a necessidade de atualizar a estrutura para atender as novas demandas do negócio motivaram o Grupo Guascor, fabricante de motores, soluções de propulsão marítima e equipamentos para o setor elétrico, a adotar um novo sistema de gestão empresarial (ERP). “Nosso ambiente era deficiente, composto por sistema isolados, o que afetava a gestão. Além da questão tecnológica tivemos de rever os processos e os recursos humanos”, afirma Ricardo Pinto, gerente de TI do Grupo.

Para minimizar o impacto dos investimentos iniciais e permitir à equipe de TI atuar com foco mais estratégico, a companhia optou pelo modelo de serviços, no qual paga uma mensalidade pelo uso da solução. “As médias empresas começam a despertar para a importância da área de TI. Com a terceirização, o gerenciamento das máquinas fica nas mãos de especialistas e a equipe interna passa a atuar de forma estratégica, definindo como a tecnologia pode aprimorar o negócio da corporação”, acredita o executivo.

O sistema de gestão, fornecido pela Datasul, está hospedado no data center da IBM e mensalmente a Guascor recebe relatórios de nível de serviço. “O usuário entra no sistema pela web, insere o login e senha, e abre o aplicativo que precisa utilizar. Uma das vantagens desse modelo é a mobilidade no acesso à ferramenta”, destaca.

O contrato envolve 25 módulos e contempla 117 funcionários, sendo permitidos 40 acessos simultâneos. De acordo com o gerente, é difícil quantificar os benefícios trazidos pelo novo ERP, mas além da redução dos investimentos, um destaque é o ganho de tempo da equipe de TI. “Terceirizamos a operação, não o conhecimento do negócio. O departamento de TI é um prestador de serviços e precisa focar no capital intelectual. Com o outsourcing conseguimos responder mais rapidamente às mudanças do mercado”, ressalta.

Na visão dele, um dos pontos críticos dessa modalidade é o relacionamento com os fornecedores. “É preciso estabelecer uma espécie de parceria, trabalhar a clareza da comunicação e determinar acordos de níveis de serviço adequados”, aconselha.


Desafios do outsourcing
Roberta Gonçalves 17/08/2006

O mercado de outsourcing enfrenta uma contradição. Apesar de seu principal apelo ser a redução de custos, a experiência mostra que recorrer à terceirização tendo em vista somente economia pode ser um caminho perigoso e acarretar em projetos mal-sucedidos. O foco precisa estar na eficiência operacional, tendo em vista a melhoria dos negócios. “Optar pelo outsoursing simplesmente para diminuir custos é como contratar um executivo em função do salário que ele está disposto a aceitar. O objetivo da terceirização deve ser tornar a área de TI mais flexível e ágil para que ela possa apoiar as estratégias do negócio”, destaca Michael Corbett, consultor e autor do livro "A revolução da terceirização: por que faz sentido e como fazer corretamente".

A dificuldade de enxergar o outsourcing de forma mais estratégica e de estreitar as relações como o provedor, estabelecendo uma espécie de parceira, são alguns dos fatores que justificam insatisfações com os projetos de terceirização, na opinião de Corbett. Ele cita números de uma pesquisa realizada pela Bozz Allen Hamilton, em 2005, a qual detectou que 30% das empresas que fazem outsourcing têm dúvidas se estão obtendo os resultados esperados. “As empresas não costumam investir em relacionamento. Companhias bem-sucedidas nas iniciativas de terceirização investem 5% do valor do contrato para melhorar a interação com o provedor, o que inclui uma equipe para se comunicar com o prestador e, até mesmo, tecnologias para dar apoio à gestão como dashboards”, explica.

Para o consultor muitas vezes as companhias não se dedicam a entendem o processo antes de terceiriza-lo, o que acarreta em falhas e falta de alinhamento. De acordo com ele, apesar do nível de insatisfação, dificilmente as companhias revertem o processo e internalizam a operação.
Por outro lado, a revisão dos contratos tem sido uma prática freqüente em função do aumento do nível de exigência das empresas e o conceito de multisourcing começa a ganhar força. “As empresas querem resolver diversas questões e para isso buscam parceiros com especialidade em cada uma das áreas. Acredito que a oferta de TI será similar ao modelo do shopping center, em que você tem algumas lojas grandes e com ampla variedade e outras pequenas boutiques especializadas”, comenta Corbett.

Avanço do outsourcing
A expectativa é que o mercado evolua e que no período de cinco a dez anos a maioria das empresas contem com 70% a 80% de sua estrutura terceirizada. “Algumas áreas serão mantidas internamente como a de planejamento estratégico e de gerenciamento de projetos”, lembra. Dados da IDC confirmam a tendência de crescimento do setor. A empresa de pesquisa prevê que o outsourcing no modelo offshore deve movimentar US$ 29,4 bilhões mundialmente até 2010.

O estudo aponta que as empresas estão fazendo contratos de outsourcing que vão além da manutenção de aplicações. Os provedores têm maior participação no resultado final de seus clientes, ajudando-os a aumentar receitas, melhorar a performance e a responder mais rapidamente às mudanças do mercado. “Alguns contratos estão ligados a metas de negócios não mais a métricas de tecnologia”, reforça.

Oportunidades para o Brasil
Michel Corbett, que além de consultor é presidente da Associação Internacional de Profissionais de Outsourcing (IAOP), esteve no Brasil a convite da HP, empresa que apoiou o lançamento do capítulo brasileiro da IAOP. A organização global define padrões e trabalha para impulsionar o mercado de terceirização de serviços. “O capítulo permitirá ao profissional brasileiro ter acesso ao conhecimento gerado mundialmente, programas de treinamento e certificação”, conta.

O consultor acredita que a iniciativa é uma grande oportunidade de integrar o País à comunidade internacional de outsourcing. “Queremos posicionar o Brasil como provedor de serviços offshore”, afirma Corbett, destacando que a Associação reúne provedores, consultores e clientes.

Ford reafirma a opção pelo outsourcing
Bruno Ferrari 13/01/2006

A Ford, uma das principais montadoras do País, prorrogou, por mais três anos, a parceria com a Siemens Business Services, braço de TI do grupo, que, há cinco anos, desbancando onze outros fonecedores, assumiu, sozinha, a gestão da planta de TI da montadora. A parceria engloba as áreas de help desk, integração de sites, suporte, monitoração da rede, transmissão de dados e telefonia, além do suporte à automação da linha de produção.

Na montadora, o gerente da área de serviços de suporte, Júlio de Oliveira, explica que a terceirização de TI envolve, tão-somente, as áreas que não dizem respeito diretamente ao negócio da empresa. “Ou seja, tudo aquilo que é operacional fica a cargo da Siemens, enquanto as questões de ordem estratégica, tais como o aumento da área de comunicação ou a mudança de determinada tecnologia, por exemplo, são da exclusiva competência da Ford”, diz o executivo.

Também é responsabilidade da Siemens a contratação de parceiros em áreas específicas da terceirização, entre eles, os agentes que dão o suporte técnico aos usuários dentro da empresa. Nesse caso, compete à Siemens apenas a fiscalização e cumprimento dos contratos.

Oliveira justifica a escolha da empresa ante a necessidade de manter um estreito e sólido relacionamento com o parceiro fornecedor, condição para que se faça, de maneira satisfatória, a gestão do SLA (Service Level Agreement). “Em 2004, fizemos nova concorrência e a Siemens, uma vez mais, se mostrou a opção mais interessante, levando em conta a relação ao custo-benefício", elogia o executivo, informando que, em 2006, a empresa pretende aumentar a capacidade da planta tecnológica.

Supermotivada, a Siemens já começou a testar novos módulos da ITIL – IT Infrastructure Library, em cujo aperfeiçoamento planeja investir, no curto prazo, R$ 3 milhões. O esforço compensa. O diretor de desenvolvimento de negócios da Siemens Business Services, Nelson Blanco, conta que, na Ford, graças à metodologia, que cria novo paradigma em serviços de TI em regime de outsourcing, aprimorando a qualidade dos serviços prestados, a empresa obteve sucesso, ao alinhar o atendimento com as metas de negócio da montadora.

A Ford, por sua vez, tem total interesse em aderir às melhores práticas de TI, retoma o gerente da área de serviços de suporte. Oliveira considera que, com base na própria experiência e necessidades do dia-a-dia, a montadora pode contribuir bastante para aperfeiçoar a metodologia.

 

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